9 de abril de 2012

O Pavor da Mesmice


    Como se não me bastasse ter que morar em um lugar totalmente novo para mim, hoje tive que sair de meu “quarto” para ser transferida para outro... Mudanças! Há quem goste delas o tempo todo ou em todo tempo. Até onde vai a linha divisória entre o que é bom e o que pode se tornar uma maldição? Onde vc quer chegar? Em quem vc quer se modificar ou mudar?
    Há uma hipótese de que o cristão quando quer se tornar pretenso cristão de verdade deseja e quer em seu maior esforço se manter em um estado de cristianismo e ...algo mais! Por exemplo: O cristianismo e a cura espiritual; o cristianismo e o vegetarianismo, o cristianismo e sei lá,... um plus a mais, enfim. O lance é que esse pretenso tenha algum diferencial. Para ele não é importante o cristianismo como uma fé pura e simples onde Deus faz por nós, não, tem que ter algum colorido diferente cristão.
    Eu não sei se vc já se apercebeu do pavor da mesmice, que é uma das paixões mais valiosas que o inimigo conseguiu implantar no coração do homem (é legal ser diferente quando isso é bom, ou ter coisas diferentes que outros não possuem, ou seja um plus a mais)– se vc parar para pensar, em nossa sociedade que está sempre à procura do novo, esse pavor abre brechas terríveis para heresias relacionadas a religião; insensatez nos aconselhamentos; infidelidades nos casamentos e até de inconstâncias nas amizades...dentre outros. E como nós vivemos no tempo acabamos por experimentar essa realidade de forma sucessiva e muitas vezes imperceptível a nós mesmos.
    É claro que quando estamos ligados a fonte de Amor, olhamos para nós mesmo e vemos a necessidade de mudanças em relação a Ele e o que Ele deseja de nós, porque sim necessitamos disso, então Ele faz todo esse processo ser prazeroso, não um fim em si mesmo, mas sim equilibrando o amor pela mudança com o amor pela permanência. Isso cria um ritmo! Jejum e festa!
    No entanto o inimigo coloca em nosso coração incansáveis esforços que a busca por mudanças infinita nos deixa para estarmos fora do ritmo (mudança = permanência). Porque à medida que o desejo pela mudança aumenta o prazer é diminuído, insaciável, e o prazer pela novidade é mais sujeito do que qualquer outro prazer à lei da diminuição da recompensa. E isso vai desenrolando um enorme carrossel sem fim, gerando avareza, infelicidade, ou seja, todas as coisas que o nosso Senhor não gostaria que tivéssemos ou passássemos.
    Cristo disse que seríamos novas criaturas, contudo nEle, ligados à Ele sem conquistar o mérito por nós mesmos ou para provar algo para alguém. O novo em Cristo é promissor, prazeroso, e saciável, seguro e constante, é permanente. O Amor não precisa da Ilusão para nos tornar felizes de fato. Devemos tomar cuidado com o nosso pavor pela mesmice neste sentido, e pela incessante busca pela novidade para satisfazer o nosso ego.

Um comentário:

  1. Wow! Calou fundo aqui, azeitoninha. Vou ali pensar nisso em mim e depois eu volto para comentar.

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