Como se não me bastasse ter que morar em um lugar totalmente
novo para mim, hoje tive que sair de meu “quarto” para ser transferida para
outro... Mudanças! Há quem goste delas o tempo todo ou em todo tempo. Até onde
vai a linha divisória entre o que é bom e o que pode se tornar uma maldição?
Onde vc quer chegar? Em quem vc quer se modificar ou mudar?
Há uma hipótese de que o cristão quando quer se tornar pretenso
cristão de verdade deseja e quer em seu maior esforço se manter em um estado de
cristianismo e ...algo mais! Por exemplo: O cristianismo e a cura espiritual; o
cristianismo e o vegetarianismo, o cristianismo e sei lá,... um plus a mais, enfim.
O lance é que esse pretenso tenha algum diferencial. Para ele não é importante
o cristianismo como uma fé pura e simples onde Deus faz por nós, não, tem que
ter algum colorido diferente cristão.
Eu não sei se vc já se apercebeu do pavor da mesmice, que é
uma das paixões mais valiosas que o inimigo conseguiu implantar no coração do
homem (é legal ser diferente quando isso é bom, ou ter coisas diferentes que
outros não possuem, ou seja um plus a mais)– se vc parar para pensar, em nossa
sociedade que está sempre à procura do novo, esse pavor abre brechas terríveis
para heresias relacionadas a religião; insensatez nos aconselhamentos;
infidelidades nos casamentos e até de inconstâncias nas amizades...dentre
outros. E como nós vivemos no tempo acabamos por experimentar essa realidade de
forma sucessiva e muitas vezes imperceptível a nós mesmos.
É claro que quando estamos ligados a fonte de Amor, olhamos
para nós mesmo e vemos a necessidade de mudanças em relação a Ele e o que Ele
deseja de nós, porque sim necessitamos disso, então Ele faz todo esse processo
ser prazeroso, não um fim em si mesmo,
mas sim equilibrando o amor pela mudança com o amor pela permanência. Isso cria
um ritmo! Jejum e festa!
No entanto o inimigo coloca em nosso coração incansáveis
esforços que a busca por mudanças infinita nos deixa para estarmos fora do ritmo
(mudança = permanência). Porque à medida que o desejo pela mudança aumenta o
prazer é diminuído, insaciável, e o prazer pela novidade é mais sujeito do que
qualquer outro prazer à lei da diminuição da recompensa. E isso vai
desenrolando um enorme carrossel sem fim, gerando avareza, infelicidade, ou
seja, todas as coisas que o nosso Senhor não gostaria que tivéssemos ou
passássemos.
Cristo disse que seríamos novas criaturas, contudo nEle,
ligados à Ele sem conquistar o mérito por nós mesmos ou para provar algo para
alguém. O novo em Cristo é promissor, prazeroso, e saciável, seguro e
constante, é permanente. O Amor não precisa da Ilusão para nos tornar felizes
de fato. Devemos tomar cuidado com o nosso pavor pela mesmice neste sentido, e pela incessante
busca pela novidade para satisfazer o nosso ego.
Wow! Calou fundo aqui, azeitoninha. Vou ali pensar nisso em mim e depois eu volto para comentar.
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